Em meados de outubro especula-se quanto o comércio irá faturar com o bom velhinho, o papai noel - símbolo milenar do natal.
Também especula-se o quanto o bom velhinho vai gerar de empregos, começa a caçada à desempregados.
Todos com seus currículos na mão, uma pasta preenchida deles, felizes e contentes pelas ruas como se passeasse numa tarde gostosa de muito sol e ar fresco. E nada de refrigerantes, garanta sua garrafa e abasteça nos bebedouros de shoppings mais próximo.
Isso não é uma dica, é a realidade de milhões de brasileiros que todos os anos são mãos de obra barata desta fase do ano tão esperada por três grupos: crianças carentes (porque as pessoas estão mais sentimentais e nada mais singelo, amoroso, religioso do que aquecer o coraçãozinho de um órfão), compulsivos por comida (porque a reunião em volta do menino Jesus rende um banquete inusitado, cheio de esperança no pudim que virá depois da santa suplicação para chegar logo a meia noite ao ataque do peru) e desempregados (estes que esperaram o ano todo, o bom velhinho os atendeu, hohoho).
Aqueça sua paciência, esqueça da ceia, isso mesmo esqueça da ceia porque o bom velhinho lhe trouxe um emprego e você não terá tempo para devidas ocupações natalinas, vamos lá prefere das dez da manhã as seis da tarde ou das duas da tarde as dez da noite?





